Mostrando postagens com marcador Bahia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Bahia. Mostrar todas as postagens

25/12/2013

Capim no Pôr-do-sol do Farol da Barra

O prefeito ACM Neto, como todo gestor PFL/DEM que por aqui passou, sempre se preocupa muito com a maquiagem da cidade e só.
Para a parte mais abastada é uma felicidade ver os bairros da classe média limpos e principais pontos turísticos. Atrai mais turistas e o setor de entretenimento fica satisfeito.
Mas vejam que até nisso eles estão pecando. O pôr-do-sol atrás de um dos principais pontos turísticos do país, o farol da Barra, está cada vez mais verde. Isto porque a vegetação cresceu no local chegando a um metro.
Frequentadores do local e turistas reclamam do desleixo da prefeitura.


Vejam as fotos!
 
 Grande número de turistas na cidade e o capim ao redor chega a um metro.
 
 


25/11/2013

Mais Crimes Contra a Cultura Popular. Um Jeito ACM de Ser


 
Não existem limites para a matança da cultura popular na capital baiana.  Os barraqueiros da cidade estão proibidos de fazer parte das festas populares.  
O prefeito ACM Neto e seu grupo político têm histórico em atentar contra a cultura popular. No passado, através do prefeito Imbassahy, foram colocados os primeiros tijolos para o estrangulamento da cultura popular. Foi na gestão do então carlista, que festas populares como Lavagem do Bonfim, Segunda-feira Gorda da Ribeira, Festa de Reis da Lapinha, Festa da Conceição e o próprio carnaval começaram ser minadas. Algumas festas tiveram fim, outras continuam resistindo através dos seus organizadores sem apoio do poder público.
No lugar do povo e sua cultura, o grupo político que voltou ao poder com a eleição de Neto, deu lugar na década de 1990, aos empresários do entretenimento . Assim, vimos  serem erguidos na cidade grandes eventos como Farol Folia, Beach Folia e congêneres para uma classe média que corresponde a uma pequena porcentagem da população, em detrimento das festas da maioria que mora numa das cidades mais produtivas e plural do mundo em se tratando de cultura.

No carnaval, a redução de barracas no circuitos da festa e ruas paralelas, em pouco tem a ver com espaço e muito com uma visão elitista e segregacionista dos gestores. Das poucas barracas que restaram, a  padronização das barracas matou sua beleza. A proibição de comidas e bebidas típicas também foi um golpe contra os barraqueiros. Na época, a prefeitura limitou a quantidade de barraqueiros sob o pretexto de uma nova organização da festa. Para fazer caixa, um novo cadastro foi feito e sobraram denúncias de que as licenças foram distribuídas entre os cabos eleitorais do grupo político do prefeito. Reduziam-se o número de barracas, aumentavam os camarotes e toda a segregação que vemos no atual carnaval.
Mais uma vez, este grupo político através do atual prefeito violenta a população. Além das baianas serem proibidas de vender seus quitutes na praia, ambulantes precisam desembolsar R$ 250 reais para poder vender os seus nas ruas da cidade e barraqueiros, personagens históricos das festas, reclamam da redução de 71 para 23 pontos de vendas na festa da Conceição da Praia, que acontece no dia 8 de dezembro.  Com a maioria proibida de participar das festas, foram às ruas protestar contra a prefeitura. Não foi a toa que na gestão Imbassahy, Salvador era a capital do desemprego. Agora o mesmo grupo político comete os mesmos erros. Não existe uma contrapartida, quase nenhuma política de geração de emprego.

Qual a política do prefeito ACM Neto?
Estrangular a cultura popular e potencializar a indústria do entretenimento (diga-se de passagem, negócios da sua família) dos grandes empresários do carnaval?

Fazer caixa com o dinheiro de quem menos tem (vide ambulantes, baianas) enquanto este injeta mais de R$ 150 milhões no bairro da Barra?

Elitizar, segregar ainda mais as diferenças sociais e raciais, aumentar a violência com desemprego, manter a política de subemprego à maioria da população, pasteurizar nossa cultura?

17/09/2013

10 anos de Gerônimo na Escadaria


Quando o cantor e compositor Gerônimo começou seus ensaios no largo de Santana (Dinha), a música festiva da Bahia começava a sofrer transformações preocupantes. O processo de elitização e segregação que hoje traz prejuízo ao carnaval baiano, marcou também parte da produção musical feita no Estado. Nessa conjuntura já não importava a música em si, mas a aparência, a grife vestida pelo “artista”, a neutralização do sotaque para ser aceito no eixo sul/sudeste, uma música mais pop e menos “exótica” (assim diziam alguns) e o quanto poderia vender naquele momento, mesmo que no verão posterior esquecessem seu rosto e sua música. Ali estava coroada a mão pesada do grande empresariado nos interesses da música feita por estas terras. Os músicos já não tinham tanta liberdade para fazer seu trabalho sem que isso passasse pelos filtros da visão acanhada do mercado.
Isto gerou uma música feita para apenas um segmento da sociedade, uma classe média da cidade, que em porcentagem corresponde a no máximo 15%. Quase não havia mais grandes shows na praça, no farol, ou qualquer espaço público. As bandas do chamado movimento axé restringiram-se à apenas espaços privados e as antigas bandas e artistas acompanharam o processo. O resultado foi uma música sem identidade com o grande público e com a cultura da cidade. O Axé se distanciou do povo, com raras exceções, a música produzida nesse tempo não reproduzia a identidade musical da nossa terra. O gênero pagode tomou conta dos bairros populares e virou a válvula de escape para muitos músicos que em consequência das mudanças impostas, já não conseguiam se inserir no mercado por via dos outros gêneros tocados nas festas de rua da cidade. Esta sim, embora com discutível qualidade, representa ao seu modo uma parte expressiva da cidade, assim como representa o samba-reggae dos blocos afro largados para escanteio pelas rádios e grande mídia.

Gerônimo começou seu projeto nesta conjuntura.  Sua música seguiu em meio a essa tempestade. O Rio Vermelho nos dias de terça já não era o mesmo. Praça lotada e a música era pra todxs; ricos, pobres, negros, brancos, comunistas, capitalistas. A música oriunda dos ritmos caribenhos unida à musicalidade vindas das religiões de matriz africana, misturado com o cheiro dos quitutes da baiana famosa e ao cheiro do mar da pequena enseada ao lado, era a Salvador que faltava na música produzida pelo mercado.

O projeto mudou-se para as escadarias da Igreja do Paço (o nome seria por causa de Paço de Souza?) situado no Centro Histórico da cidade. A “fórmula”, a mesma. Uma música sem as amarras do mercado, vinda dos jeitos de ser do povo da Bahia, tocada gratuitamente proporcionando encontros de grandes músicos no palco, mas também das diferentes classes sociais que lotam todas as terças-feiras a escadaria da famosa igreja que serviu de cenário para o filme O Pagador de Promessas. Uma música includente, que não separa, une.
Por estes motivos, Gerônimo tem uma importância muito grande para a cultura de nossa terra. Importância pouco dada pelos governos municipal e estadual. Há 10 anos, sem nenhum apoio, o artista produz um dos maiores eventos gratuitos na cidade. Os poderes públicos com isso apenas reproduzem uma lógica míope da mídia e do mercado, tapando os olhos para uma Bahia que se perde em meio à força hegemônica geradora de um vazio identitário de desmedidas conseqüências. 
Que a força dos afoxés, blocos afro, sambas-de-roda, músicas e artistas populares possam mudar os rumos da música. Numa terra onde tudo brota, do arrocha ao jazz, do blue ao pagode, não oportunizar quem eterniza nossas formas de ser, é ruim da cabeça ou doente do pé.

Viva os 10 anos de Gerônimo!

Fernando Monteiro
 
Link para matéria do jornal Atarde

22/03/2013

TV Bahia x Governo Estadual

A TV Bahia tem sistematicamente batido no Governo do Estado.
 
Hoje, em seu jornal da noite (BA TV), acabou de dizer que o "Grito da Água", manifestação que tem acontecido todos os anos, desde de que o governo carlista começou a movimentação em prol da privatização da EMBASA, assim como fez com a Coelba e com o sistema de ferryboat, foi na verdade uma manifestação por causa da questão da seca.

  A emissora usou uma manifestação para bater no atual governo do estado, já que a seca é pauta atual, um dos grandes problemas enfrentados pelos governos do nordeste.
Com isso, a emissora que tem como dona a família Magalhães tenta fazer seu tripé de oposição: Segurança, saúde e agora a seca.

A TV Bahia infelizmente dá uma aula de como não fazer jornalismo e de como usar a comunicação para uso estritamente político ideológico.
 
Caso contrário fosse, mostrariam as ações que estão sendo feitas como construção de barreiros, barragens subterrâneas e de aguadas na região do semiárido, perfuração de poços no território e construção de sistemas simplificados de abastecimento de água. Além disso, programas como o Bolsa Família (chamado pela direita de Bolsa Esmola) estão ajudando as famílias dos trabalhadores rurais e evitado êxodo rural por causa da seca.
Desde os anos 90, quando o grupo político liderado por ACM retornou ao poder, a emissora baiana é recebida pelos movimentos sociais coom o grito "TV Bahia, mentira todo o dia!".
 
Pelo visto, não entenderam o recado das ruas.

26/03/2012

Projeto de Lei Antibaixaria será votado nesta terça-feira

De autoria da deputada petista Luiza Maia, o projeto de início, proibe o uso de verbas públicas para contratação de artistas que depreciem as mulheres e as coloquem em situação de constrangimento ou que incentivem a violência através de suas músicas, coreografias ou danças.
Na semana passada, após emenda do relator, João Bonfim, e em consonância com as moções dos movimentos sociais, foi incluido no projeto dispositivos que proibem também o uso do erário para pagar grupos que fazem apologia às drogas e estimulam a homofobia, bem como o racismo.
O projeto gerou polêmica na sociedade mas ganhou apoio dos movimentos sociais, de artistas e de parte da mídia. 
 Nesta terça-feira (27.03), a partir das 14h30, o projeto será discutido e irá para votação na Assembléia Legistlativa da Bahia. A aprovação deve fortalecer a luta contra opressão de gênero em todo o país.