16/11/2013

Joaquim Barbosa, Miami, Imprensa e Mensalão



Por Stanley Burburinho

1 - Dia 10/05/2012: Joaquim Barbosa divulga relatório do mensalão -http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/manchetes-anteriores/joaquim-barbosa-divulga-relatorio-do-mensalao/

2 - No mesmo dia 10/05/2012, Joaquim Barbosa abre em Miami a empresa Assas JB Corp, que ele se declarou presidente, o que é proibido por lei, e deu o endereço de contato o endereço do apartamento funcional do STF que nós pagamos. Isto é, ele terá lucro com a empresa de Miami usando recursos da União sem pagar por isso. Veja aqui o documento oficial do Estado da Flórida sobre a empresa:http://search.sunbiz.org/Inquiry/CorporationSearch/SearchResultDetail/EntityName/domp-p12000044121-42bd6d68-4e0e-4a63-978a-29d568f74b86/Assas%20JB%20Corp/Page1

3 - No dia 14/05/2012, 4 dias depois de Joaquim Barbosa anunciar o relatório do "mensalão" e abrir a empresa, ele compra um apartamento em Miami avaliado em R$ 1 milhão, mas segundo o cartório de lá, ele só pagou US$10(dez dólares). Veja o documento oficila do cartório de Miami- http://ocafezinho.com/wp-content/uploads/2013/07/ScreenHunter_2132-Jul.-22-16.37.jpg

4 - Joaquim Barbosa disse na imprensa que não dará explicações sobre a tal empresa em Miami nem sobre o apartamento nem como enviou os US$ para pagar o apartamento.

12/11/2013

O raso ser capitalista e a individualização exarcebada (Fotografia rápida)

 
Aí tem uma propaganda em que o cara compra um milk shake e desesperado entra no metrô, que fecha com o braço e o milk shake do cidadão pra fora. Um outro rapaz, ao invés de ajuda-lo vai atrás e toma (rouba) o precioso líquido sem se importar muito com o outro.
Numa outra propaganda, um garoto toma fora da namorada que havia conhecido na praia porque a sua operadora de telefonia celular lhe dar facilidades para ficar muito tempo no telefone. Após o fora, o garoto simplesmente tira ela dos “favoritos” da sua agenda, assim, como quem joga um chiclete mastigado fora.

No sábado à tarde tem um programa em que o apresentador milionário faz jogos com pessoas pobres. Ele se mostra como um homem bom e, através de “parcerias” com empresas e empresários, o milionário apresentador apresenta sua bondosa alma sempre dizendo ao pobre que ele se apieda, de que para ganhar algo, terá que pagar alguma prenda. Assim, a espetacularização do jogo de rico usando pobres pessoas vulneráveis vira para um público mediano, a benevolência de um jovem narigudo...

Aí você liga o rádio, a música fala que pra namorar com a mulher tem que ter dinheiro, ou que a fila andou ou e que o Camaro Amarelo é que é legal. Quando não, a letra assemelha uma mulher a um mero pedaço de carne.

Aí você entende porque tanta gente fica postando tanta frase de autoajuda nas redes sociais. Está tudo realmente virado e acho que quem quiser entender a virada que está pra acontecer nesse segundo milênio, basta despir-se de tudo que ocasionou para que pensássemos dessa maneira. 
Estamos aqui é pra amar, é disso que estou falando.

08/11/2013

71% dos brasileiros desconfiam das emissoras de TV

 
Pesquisa da Fundação Getúlio Vargas divulgada nesta semana - mas não na grande mídia - revela que a imprensa perde sua credibilidade a cada dia; segundo a mostra, nada menos que 71% dos brasileiros desconfiam das emissoras de TV, enquanto 62% não confiam na imprensa escrita do País; dados que constam do 7º Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública comprovam que os leitores e os telespectadores brasileiros não aceitam mais ser enganados pelos grandes veículos de comunicação.
Leia mais no blog Brasil 247

http://www.brasil247.com/+orjsk

17/09/2013

10 anos de Gerônimo na Escadaria


Quando o cantor e compositor Gerônimo começou seus ensaios no largo de Santana (Dinha), a música festiva da Bahia começava a sofrer transformações preocupantes. O processo de elitização e segregação que hoje traz prejuízo ao carnaval baiano, marcou também parte da produção musical feita no Estado. Nessa conjuntura já não importava a música em si, mas a aparência, a grife vestida pelo “artista”, a neutralização do sotaque para ser aceito no eixo sul/sudeste, uma música mais pop e menos “exótica” (assim diziam alguns) e o quanto poderia vender naquele momento, mesmo que no verão posterior esquecessem seu rosto e sua música. Ali estava coroada a mão pesada do grande empresariado nos interesses da música feita por estas terras. Os músicos já não tinham tanta liberdade para fazer seu trabalho sem que isso passasse pelos filtros da visão acanhada do mercado.
Isto gerou uma música feita para apenas um segmento da sociedade, uma classe média da cidade, que em porcentagem corresponde a no máximo 15%. Quase não havia mais grandes shows na praça, no farol, ou qualquer espaço público. As bandas do chamado movimento axé restringiram-se à apenas espaços privados e as antigas bandas e artistas acompanharam o processo. O resultado foi uma música sem identidade com o grande público e com a cultura da cidade. O Axé se distanciou do povo, com raras exceções, a música produzida nesse tempo não reproduzia a identidade musical da nossa terra. O gênero pagode tomou conta dos bairros populares e virou a válvula de escape para muitos músicos que em consequência das mudanças impostas, já não conseguiam se inserir no mercado por via dos outros gêneros tocados nas festas de rua da cidade. Esta sim, embora com discutível qualidade, representa ao seu modo uma parte expressiva da cidade, assim como representa o samba-reggae dos blocos afro largados para escanteio pelas rádios e grande mídia.

Gerônimo começou seu projeto nesta conjuntura.  Sua música seguiu em meio a essa tempestade. O Rio Vermelho nos dias de terça já não era o mesmo. Praça lotada e a música era pra todxs; ricos, pobres, negros, brancos, comunistas, capitalistas. A música oriunda dos ritmos caribenhos unida à musicalidade vindas das religiões de matriz africana, misturado com o cheiro dos quitutes da baiana famosa e ao cheiro do mar da pequena enseada ao lado, era a Salvador que faltava na música produzida pelo mercado.

O projeto mudou-se para as escadarias da Igreja do Paço (o nome seria por causa de Paço de Souza?) situado no Centro Histórico da cidade. A “fórmula”, a mesma. Uma música sem as amarras do mercado, vinda dos jeitos de ser do povo da Bahia, tocada gratuitamente proporcionando encontros de grandes músicos no palco, mas também das diferentes classes sociais que lotam todas as terças-feiras a escadaria da famosa igreja que serviu de cenário para o filme O Pagador de Promessas. Uma música includente, que não separa, une.
Por estes motivos, Gerônimo tem uma importância muito grande para a cultura de nossa terra. Importância pouco dada pelos governos municipal e estadual. Há 10 anos, sem nenhum apoio, o artista produz um dos maiores eventos gratuitos na cidade. Os poderes públicos com isso apenas reproduzem uma lógica míope da mídia e do mercado, tapando os olhos para uma Bahia que se perde em meio à força hegemônica geradora de um vazio identitário de desmedidas conseqüências. 
Que a força dos afoxés, blocos afro, sambas-de-roda, músicas e artistas populares possam mudar os rumos da música. Numa terra onde tudo brota, do arrocha ao jazz, do blue ao pagode, não oportunizar quem eterniza nossas formas de ser, é ruim da cabeça ou doente do pé.

Viva os 10 anos de Gerônimo!

Fernando Monteiro
 
Link para matéria do jornal Atarde

14/09/2013

Rock in Rio 2013



Não quero me ater à discussão de hegemonia dos grandes grupos empresariais da indústria do entretenimento. Quero falar sobre concepção. Eu acho acertada a decisão de mudar os rumos de um festival de música como o Rock in Rio para algo que contemple outros gêneros musicais. 
Quando aconteceu o primeiro Rock in Rio em 1985, este gênero musical monopolizava o país e o mundo. A música e o mercado cultural nunca mais havia sido o mesmo desde os meninos de Liverpool e a indústria musical, hegemonizada pelos Estados Unidos, tratou de difundi-la aos quatro cantos do mundo.
 No Brasil de 1985, findava-se a ditadura militar e o Brasil transbordava de cultura norte-americana por todos os lados. A ditadura havia nos levado a um colonialismo cultural que nos condicionavam a meros reprodutores da cultura do norte da América capitalista. Embora não tenha sido fruto direto deste contexto, mas sim de um conjunto de fatores, o rock “nacional” era a bola da vez e parecia que aquele momento nunca fosse passar.  O rock “nacional” era a bola da vez e parecia que aquele momento nunca ia passar. Trouxe-nos curiosamente porta-vozes da liberdade, que recomeçava naquele ano pós-ditadura.  Foram muitos os belos frutos deste movimento musical. Tornaram-se referência para uma juventude, ou melhor, gerações. Mas naquele momento queríamos ver Ozzy Osbourne, Queen, Iron Maiden e tantos outros quanto poderíamos ver. Um empresário entendeu este momento e assim o Rock in Rio foi um sucesso.

O contexto de hoje é completamente diferente. O mercado da música sofreu grandes mudanças para o bem e para o mal. O Rock in Rio não é mais um festival somente de rock, é um festival de música. As atrações nunca agradarão a todxs, nem quando era só rock e suas diversas variações tinha unanimidade. Eu fico muito feliz de ver Angelique kidjo, Maria Rita, Lenine, Moraes Moreira, Skank , Ivo Meireles e tantos outros num festival como este.
A questão então seria coerência e uma possível mudança de nome? A marca Rock in Rio já está na história do show business mundial, carrega grande força de marketing e um bom empresário não a desperdiçaria.

Contudo, penso que um festival deste porte no Brasil de 2013 pode nos trazer algumas reflexões. Em tempos de multidão virtual, sociedade individualista de massa, hedonismo cultural, velocidade de informações, fragmentações ideológicas, digitalização da realidade (?) e globarbarização (como diria Tom Zé) sobretudo cultural, ouvir as diferenças, respeitá-las como são é o melhor que podemos fazer por um mundo menos monotemático e mais livre. A música pode nos dar essa lição, como uma flor, que você observa, feia ou bonita, mas a deixa sem arrancá-la. Ela ficará lá e pode encantar outras pessoas, ou não.

Fernando Monteiro

08/05/2013

As caxirolas que tocam por aí...


Quando vi as caxirolas pela primeira vez, achei bonitas e atrativas. Uma boa ideia do artista Carlinhos Brown. Paradoxalmente, pensei no quanto é chato essa mania de marqueteiro que tem o músico baiano, algo que me remete a um “ser sem ser”, ou seja, que para que sua música faça sucesso, o músico tem que entender de marketing antes de tudo e o êxito do marketing ameniza a falta de talento. Também pensei na caxirola enquanto símbolo da música atual feita na Bahia; uma música de plástico idealizada por empresários, com músicos sendo submissos à lógica do mercado.

Mas Brown não se encaixa no dito músico sem talento, pelo contrário. E sua música por vezes dá a linha ao “Deus Mercado”, muito embora ele saiba também se adequar ao jogo mercadológico.


Vi a avalanche de críticas às caxirolas e pensei o que estaria por trás disso. Seria:

Antipatia à figura do artista criador?
 

Complexo de vira-lata?

Preconceito?
 

Necessidade de atrelar a caxirola ao discurso oposicionista contra o governo?

No conteúdo das críticas, a defesa enfática ao caxixi, suas raízes e a preservação do instrumento de percussão. Também críticas a um suposto desperdício de dinheiro público pela criação e ainda de fundo, fotos da presidenta junto ao artista.

No meio dessas críticas fiquei pensando se vamos ter que voltar ao alaúde, instrumento que originou o violão, ou ao Cravo porque precisamos também preservar o caxixi contra a superpoderosa caxirola. As vuvuzelas comercializadas para a Copa da África eram também de plástico e foram inspiradas nas originais.

As críticas ao desperdício de dinheiro público é um discurso oposicionista que joga com a falta de informação. É oposição cega ao governo Dilma e necessidade de ter que dizer alguma coisa, que em verdade só esconde que eles não têm projeto para o Brasil.

“A caxirola é um dos 96 projetos aprovados pelo governo brasileiro para promoverem o país durante a Copa-2014. Não há dinheiro público envolvido. O ministério do Esporte entregou aos projetos diplomas com a "chancela" do governo, que permite pedido de patrocínio e uso, em seu favor, o apoio do governo. “

Fonte: Folha de São Paulo, em 23/04/2013.

A caxirola é um caxixi de plástico a ser comercializado para a Copa do Mundo no Brasil. De novo só sua nova constituição para fins comerciais. Na música, não deverá substituir o caxixi “original” já que há uma diferença sonora. Carlinhos Brown é um grande artista e não tem que provar nada pra ninguém. Sua história e sua obra conhecida em todo mundo já dizem por ele.

Não precisamos reproduzir o discurso de parte da imprensa do eixo Rio-São Paulo que não tolera qualquer coisa que não seja deste eixo. E para a oposição peço humildemente menos fantasia e mais verdade.

 
Fernando Monteiro
Músico

16/04/2013

ESPECIAL: Razões para NÃO reduzir a maioridade penal

Por Vinícius Bocato

Na última semana uma tragédia abalou todos os funcionários e alunos da Faculdade Cásper Líbero, onde estou terminando o curso de jornalismo. O aluno de Rádio e TV Victor Hugo Deppman, de 19 anos, foi morto por um assaltante na frente do prédio onde morava, na noite da terça-feira (9). O crime chocou não só pela banalização da vida – Victor Hugo entregou o celular ao criminoso e não reagiu –, mas também pela constatação de que a tragédia poderia ter acontecido com qualquer outro estudante da faculdade.
Esse novo capítulo da violência diária em São Paulo ganhou atenção especial da mídia por um detalhe: o criminoso estava a três dias de completar 18 anos. Ou seja, cometeu o latrocínio (roubo seguido de morte) enquanto adolescente e foi encaminhado à Fundação Casa.

Leia mais: http://vinibocato.wordpress.com/2013/04/14/especial-razoes-para-nao-reduzir-a-maioridade-penal/

15/04/2013

Pontos de ônibus lotado em Salvador. Tem meia-passagem aos domingos, mas cadê os ônibus?

Basta um passeio na Barra ou em outros bairros na orla da cidade, a partir das 17 horas para flagrar cenas de desrespeito a turistas e cidadãos soteropolitanos.   

População de Salvador espera até duas horas e meia por ônibus nos dias de domingo pra voltar pra casa após a praia. Esta é a situação dos que precisam do transporte público na cidade. Inconformados com a situação, reclamam do péssimo serviço prestado pelas companhias de transportes, a falta de fiscalização da prefeitura e alegam que a situação ficou pior com o programa de meia-passagem aos domingos. Uma moradora do bairro da Liberdade revelou que após implantação do programa da prefeitura, “a frota parece que foi reduzida”.
Se a frota foi reduzida ou não por conta da meia-passagem não se sabe, mas a realidade é que se pegar ônibus já é um martírio em dias normais na capital baiana, nos fins de semana torna-se um caos.
O prefeito ACM Neto entrou com a promessa de que iria resolver a questão do transporte prometendo ampliação e renovação da frota, meia-passagem aos domingos, mas até agora só saiu do papel a meia-passagem aos domingos.

O metrô que até então foi de responsabilidade da prefeitura, sendo construído desde a gestão de Imbassahy, causando um rombo aos cofres públicos de mais de 1 bilhão, até agora não foi concluído e foi recentemente passado para responsabilidade do governo do estado.
Contudo, ainda que a cidade não tenha o metrô funcionando e sabendo que a solução para a questão do transporte de massa não é apenas o ônibus, este sistema de transporte está aquém do que deveria ser, mesmo com todos estes problemas.

Salvador é considerada uma das piores capitais nesse quesito, com ônibus antigos, mal conservados, frota pequena , falta de fiscalização de horários, muitos motoristas não param nos pontos e grande parte dos profissionais sofrem cotidianamente com o estresse do trânsito e da pressão dos patrões para amenizar o déficit do transporte que é causado pelo oligopólio dos empresários deste sistema com a benção do poder público municipal. O SETPS (Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de Salvador) tem forte influência sobre os poderes legislativo e executivo.
Este é o conjunto de fatores que deságua na demora do ônibus da moradora da Liberdade que esperava à quase duas horas, seu ônibus pra voltar para casa.

Esperam-se soluções para esse grave problema enfrentado pela maioria da população. A questão da mobilidade é hoje um dos principais problemas de Salvador. Que o cidadão ou a cidadã sejam atendidos.

13/04/2013

Mais uma vítima de homofobia

Enquanto negros e negras são vítimas de racismo. Mulheres são violentadas pelo machismo nosso de cada dia (vide Gerald Thomas), além de LGBTs mortos pelo ódio e preconceito nosso de cada dia, Feliciano continua, os robotizados pela mídia falam de tomate e a classe média pede redução da maioridade penal chorando a morte de um dos seus, enquanto dezenas são mortos todos os dias em bairros pobres, vítimas de desigualdades.
Em verdade somos todos um só e malditos são os muros invisíveis que geram "classes", produzem racismo, tráfico, homofobia, ignorância, robotizados e todo o tipo de violência.

Não é por nada não, mas sempre achei que aquela letra do O Rappa me contempla: "As grades do mundo são pra trazer proteção, mas também trazem a dúvida se não é você que está nessa prisão...".

A reflexão é importante. Pelo rapaz morto na porta do prédio por um menor, pelo menor que atirou, pelo extermínio da juventude negra nos bairros periféricos. Pelo tráfico, sua causa e consequências. Por Nicole Bahls, Gerald Thomas e o Pânico. E por este jovem assassinado nesta madrugada de sexta para sábado em Salvador.

Por essas e por outras é que não dá pra baixar a guarda pra Felicianos ou similares.

Vamos em frente!


Segue o link com matéria:

http://atarde.uol.com.br/bahia/salvador/materias/1496661-estudante-da-ufba-e-encontrado-morto-no-campo-grande

09/04/2013

Vanessa da Mata no Farol da Barra


Salvador receberá dia 21 deste mês, a cantora Vanessa da Mata, que irá se apresentar no Farol da Barra com seu novo show que homenageia o maestro Tom Jobim. Os soteropolitanos terão o privilégio da estreia da turnê que ainda passará por seis cidades brasileiras entre os meses de abril e maio. 
O projeto comemora os 50 anos do primeiro disco solo de Tom Jobim, “The Composer of Desafinado Plays”. Após Salvador, a turnê segue para Recife, Brasília, Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro.
 
Show Viva Tom Jobim
Dia: 21 de abril, domingo, às 16h30
Local: Farol da Barra